Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos. Na alquimia colonial e neo-colonial, o ouro se transforma em sucata e os alimentos se convertem em veneno...
A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem estar de nossas classes dominantes -dominantes para dentro, dominadas de fora- é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga...
As Veias Abertas da América Latina, Eduardo Galeano

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